Mais uma vez a assombração da guerra mundial assusta os terráqueos. Depois de o Iraque ser acusado de possuir armas nucleares, chegou à hora de mais um acusado entrar em evidência, a Coreia do Norte. Aquela República Democrática Popular que se silencia durante anos, volta e meia aparece com uma rebeldia sem controle. Um país com a capital que tem o nome mais engraçado do momento, Pyongyang. Vizinho doido da Coreia do Sul, a nação é uma ditadura proletária estabelecida por Kim Il-sung desde o final da década de 1940 até a sua morte, em 1994, quando o cargo de líder máximo passa para seu filho, Kim Jong Il. É um dos poucos países socialistas restantes no mundo, e igual aos outros, vem sofrendo de dificuldades econômicas desde o fim da União Soviética.
A preocupação sobre uma guerra nuclear é instaurada a cada noticiário de testes realizados, pois as lembranças são traumatizantes para quem conhece a história de Hiroshima. E é desse ponto que vamos mobilizar nossos leitores a não ficar apenas assistindo o que está acontecendo e balançando os ombros em sinal de que o problema é deles e dos olhinhos puxados vizinhos. Aliás, é sempre bom saber que a Coreia do Norte está desenvolvendo armar nucleares e ultimamente tem feito testes, o 2º teste em 4 anos.
Segundo Otto Friedrich, autor do livro O Fim do Mundo, as bombas nucleares são incompreendidas ao serem pesquisadas, idolatradas e usadas como na Segunda Guerra Mundial, onde cidades como Hamburgo e Hiroshima (a mais famosa), tiveram o pesadelo de ver os céus em chama e sufocados todos aqueles que estavam ao seu alcance. Acontecem que as bombas nucleares desses lugares são consideradas brinquedos, comparadas ao que se tem hoje, pronto a ser disparado. Não querendo causar um alarme falso, vamos entender tecnicamente:
Uma tonelada de TNT já é, por si só, uma força explosiva de horror quase inimaginável; um quiloton representa mil toneladas de TNT; a bomba de Hiroshima tinha vinte quilotons; um megaton representa um milhão de toneladas de TNT, cinquenta vezes o tamanho da bomba de Hiroshima, e as armas desse porte são consideradas pequenas e limitadas, se comparadas às de 25 megatons que já foram construídas. O chamado tratado Strategic Arms Limitation Talks (SALT), uma conferência sobre limitação de armas estratégicas, que deveria limitar nossa capacidade de destruição, restringiu-nos a um total de 2.200 dessas armas em cada lado vulnerável fronteira que costumávamos chamar de Cortina de Ferro. Ou seja, não é uma bomba de Hiroshima, mas sim 2.200 bombas com cinquenta vezes a potência daquela que é uma emblemática tragédia, espalhada só naquele cantinho do mundo.
Uma Terceira Guerra Mundial, não pode acontecer, categoricamente é uma certeza. Para os religiosos, rezem, para os ateus, parem de desejar, para os jovens, melhorem a cultura, para todos, acreditem muito que é apenas um ranger de dentes entre nações burras querendo mostrar que são idiotas. Vamos continuar acreditando no samba, na feijoada, no futebol de domingo, na novela da Índia, ops, lá também tem tecnologia nuclear. Brincadeiras a parte, gostaria de deixar uma frase de reflexão, não expressada por um monge tibetano, nem mesmo um provérbio chinês, trata-se do ex primeiro-ministro soviético ao perder o cargo por defender a extinção das armas nucleares daquele país. Nikita Khuruschov lamentou se existisse mais uma guerra e que se ela fosse nuclear, "os vivos invejariam os mortos".
Quer dar uma de líder mundial e mandar o mundo todo para aquele lugar? Sim, você pode entrar em guerra, mas só de brincadeirinha, com jogos clássicos de tabuleiro como Batalha Naval e War. Uma boa dica para nossos líderes mundiais, que fazem do mundo um tabuleiro e de nós, meras pecinhas num jogo de estratégia...
Leia:
A Arte da Guerra, de Sun Tzu
Hiroshima 1945-2007, da Imprensa Oficial de SP
Assista:
Filhos de Hiroshima, dirigido por Kaneto Shindo